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SEJAM BEM-VINDOS AO ARQUIVOS SONOROS!

rádio arquivossonoros

Sou colecionador de discos de vinil, 16, 33, 45 e 78 rotações, discos de cera de carnaúba de 16, 33, 45 e 78 rotações, cds e dvds em geral. Ainda aceito fitas de vídeo vhs. Se você tem por aí e não usa mais, não jogue fora, eu recebo como doação. Entre em contato comigo através do e-mail abaixo:

nelsonantunnes@yahoo.com.br

29 de setembro de 2009

Meire Pavão; 2 discos

Atendendo ao pedido do colega, seguem 2 discos da Meire.
 
Meire Pavão 1965
 
01 Bem bom
02 Cansei de Lhe Pedir
03 Areia Quente
04 Bonitinho
05 Lápis Colorido
06 Lili
07 Ouvindo O Rinc A Ding
08 A Mesma Praia o Mesmo Mar
09 Que Suerte.mp3
10 O Que Eu Faço do Latim
11 Tão Perto Tão Longe
12 Broto Estudioso
13 Eu Não Ligo Baby (bonus).mp3
 
 
Meire Pavão 1966
 
01 Sobrinhos do Capitão.mp3
02 O rapaz do terno Preto.mp3
03 Escola do Amor.mp3
04 Família buscapé.mp3
05 Eu Amo Batmam.mp3
06 Meu broto aprendeu Karatê.mp3
07 O tipo.mp3
08 Canção Mais Linda.mp3
09 História da menina Boazinha.mp3
10 Louco Amor.mp3
11 Robertinho meu Bem.mp3
12 Chame um Táxi.mp3
13 Monteiro Lobato.mp3
14 Cleópatra.mp3
15 Papai Walt Disney.mp3
16 A Cigarra e a Formiga.mp3
17 O vovô e a Vovó.mp3
18 Lambari já Pulou.mp3
19 Cat Baloo.mp3
 

As 100 mais da Antena1 vol2

Completos, seguem os 6 cds da coleção As 100 mais da Antena1 vol2
 
As 100 mais da Antena1 vol2 cd1
 
01 Everything I Own - Boy George.mp3
02 Nothing Compares 2 U - Sinéad O´Connor.mp3
03 Save a Prayer - Duran Duran.mp3
04 Don´t You (Forget About Me) - Simple Minds.mp3
05 Good Vibrations - The Beach Boys.mp3
06 True - Spandau Ballet.mp3
07 Would I Lie to You - Charles & Eddie.mp3
08 Ain't No Sunshine - Sydney Youngblood.mp3
09 Just Another Day - Jon Secada.mp3
10 As Long As He Needs Me - Shirley Bassey.mp3
11 Walking on Sunshine - Katrina & the Waves.mp3
12 David Bowie - Let´s Dance.mp3
13 The Power of Love - Huey Lewis And the News.mp3
14 Right Here Waiting - Richard Marx.mp3
15 Rock Your Baby - George Mccrae.mp3
16 Karma Chameleon - Culture Club.mp3
 
 
As 100 mais da Antena1 vol2 cd2
 
01 - God Only Knows - The Beach Boys.mp3
02 k Tonight, I Celebrate My Love - Roberta Flac.mp3
03 - Lovin´ You - Minnie Riperton.mp3
04 It Started With A Kiss - Hot Chocolate.mp3
05 - It Started With A Kiss -  Hot Chocolate.mp3
06 - Kayleigh - Marillion.mp3
07 - Ordinary World - Duran Duran.mp3
08 - Like a Star - Corinne Bailey Rae.mp3
09 - Love Don´t Live Here Anymore - Jimmy Nail.mp3
10 - Missing You - John Waite.mp3
11 - Rush, Rush - Paula Abdul.mp3
12 - (I Can't Help) Falling In Love With You - UB40.mp3
13 - Please Don´t Go - KC And the Sunshine Band.mp3
14 - Love Is Love - Culture Club.mp3
15 - Me And Mrs. Jones - Billy Paul.mp3
16 - We´ve Got Tonight - Kenny Rogers & Sheena Easton.mp3
17 - You Are So Beautiful - Joe Cocker.mp3
 
 
As 100 mais da Antena1 vol2 cd3
 
01 Only When You Leave - Spandau Ballet.mp3
02 The Reflex - Duran Duran.mp3
03 Suedehead - Morrissey.mp3
04 Alive And Kicking - Simple Minds.mp3
05 Straight Up - Paula Abdul.mp3
06 Miss Me Blind - Culture Club.mp3
07 Ice Ice Baby - Vanilla Ice.mp3
08 It´s My Life - Talk Talk.mp3
09 Put Your Records on - Corinne Bailey Rae.mp3
10 Bette Davis Eyes - Kim Carnes.mp3
11 Morning Train (Nine to Five) - Sheena Easton.mp3
12 It´s Raining Men - Geri Halliwell.mp3
13 What´s Love Got to do With It - Tina Turner.mp3
14 Suddenly I See - Kt Tunstall.mp3
15 Smile (Radio Edit) - Lily Allen.mp3
16 Frank & Ava - Suzanne Vega.mp3
17 Rio - Duran Duran.mp3
 
 
 
 
As 100 mais da Antena1 vol2 cd4
 
01 - Come Away With Me - Norah Jones.mp3
02 - Come Undone - Duran Duran.mp3
03 Do You Really Want to Hurt Me - Culture Club.mp3
04 - Eyes Without a Face - Billy Idol.mp3
06 - The Tide Is High - Blondie.mp3
07 - Fell in Love With a Boy - Joss Stone.mp3
08 - I Got You Babe - UB40.mp3
09 - Always Something There to Remind Me - Naked Eyes.mp3
10 - California Dreamin´ - River City People.mp3
11 - Too Late, Too Soon - Jon Secada.mp3
12 - We Don´t Need Another Hero - Tina Turner.mp3
13 - Mirror Man - the Human League.mp3
14 - Baker Street - Gerry Rafferty.mp3
15 - Close to You - Maxi Priest.mp3
16 - Don´t Forget Me.mp3
17 - Heart And Soul - Huey Lewis And the News.mp3
 
 

As 100 mais da Antena1 vol2 cd5
 
01 Classic - Adrian Gurvitz.mp3
02 To Sir With Love - Lulu.mp3
03 Sharing The Night Together - Dr Hook.mp3
04 Slave To Love - Brian Ferry.mp3
05 Angel - Jon Secada.mp3
06 A Matter of Feeling - Duran Duran.mp3
07 I'll Never Fall In Love Again - Bobbie Gentry.mp3
08 Red Red Wine - UB40.mp3
09 Mistake Number 3 - Culture Club.mp3
10 Love Changes (Everything) - Climie Fisher.mp3
11 Don´t Worry Be Happy - Bobby Mcferrin.mp3
12 Never Ending Story - Limahl.mp3
13 More Than a Woman - Tavares.mp3
14 Is This Love - Whitesnake.mp3
15 Year of the Cat - Al Stewart.mp3
16 Two People - Tina Turner.mp3
17 Too Late For Goodbyes - Julian Lennon.mp3
 
 
 
 
As 100 mais da Antena1 vol2 cd6
 
01 That´s the Way - KC And the Sunshine Band.mp3
02 American Pie - Don Mclean.mp3
03 Human - the Human League.mp3
04 Mental Picture - Jon Secada.mp3
05 Too Late Marlene - Duran Duran.mp3
06 Centerfold - J. Geils Band.mp3
07 Time (Clock Of The Heart) - Culture Club.mp3
08 I Can Hear Music - the Beach Boys.mp3
09 Heart of glass - Blondie.mp3
10 Too Shy - Kajagoogoo.mp3
11 Wild World - Maxi Priest.mp3
12 No Worries - Simon Webbe.mp3
13 Let's Stick Together - Bryan Ferry.mp3
14 - Sleeping Satellite - Tasmin Archer.mp3
15 - Sun Is Shining - Sly Dunbar.mp3
16 - The Promise - When in Rome.mp3
 
 
 

DVD Elis Regina Carvalho e Costa

Há muito tempo procurei, pela net, este dvd, nunca encontrei, então, agora, disponibilizo para vocês mais uma raridade do arquivossonoros, graças a um amigo, que nos emprestou o dvd, o qual agradeço, Severino.
 
O primeiro DVD colorido da maior cantora do Brasil traz o show especial feito para o programa da "Série Grandes Nomes", exibido em 1980 pela Rede Globo.
 
"Elis Regina Carvalho Costa" foi uma das apresentações que mais emocionou o público, no qual ela interpreta os maiores sucessos de sua carreira.
 
1. Arrastão (Instrumental)
2. Querelas do Brasil
3. Agora Tá
4. Alô Alô Marciano
5. Essa Mulher
6. Atrás da Porta
7. Cadeira Vazia
8. Conversando no Bar
9. O Bêbado e o Equilibrista
10. Aos Nossos Filhos
11. Modinha
12. Rebento
13. Aquarela do Brasil
14. O Que Foi Feito de Vera
15. Redescobrir
 
Ao fim do show, incluí o extra, que veio no dvd.
 
Bons downloads!
 
 
 
 
 

28 de setembro de 2009

Mãos Vazias
Direção:  Luiz Carlos Lacerda
Elenco:
Hélio Fernando,
Manfredo Colasanti,
Márcio de Castro,
Ana Maria Miranda,
Leila Diniz,
Nildo Parente,
Irene Stefânia
Duração:  90 min
Cor:  Colorido
 
Depois de anos fora de casa, Felipe e Ida decidem retornar à Vila Velha (ES), cidade onde nasceram. O casal encontra uma sociedade hipócrita cujos membros
reprimem seus desejos. Ainda assim, Ida decide dar uma virada em sua vida, convencendo outras mulheres a levar a cabo um plano extremo e arriscado.
 
As Massagistas Profissionais (1976)
 
Direção:  Carlo Mossy
 
Elenco: 
Edson Rabello,
Licia Magna,
Luiz Antonio Piá,
Amândio,
Hugo Bidet,
Wilza Carla,
Fernando José,
Tutu Guimarães,
Iara Stein,
Marta Anderson,
Adéle
Fátima,
Moacyr Deriquém
Duração:  108 min
Cor:  Colorido
 
Para evitar que sua academia de massagem profissional venha a ser difamada por conta das intenções sexuais das massagistas e da inevitável conivência dos clientes, dono acaba contratando duas profissionais caipiras, desengonçadas e virgens.
 
 
 

Filme brasileiro Azyllo Muito Louco

Este filme foi disponibilizado pelo Renan, na comunidade filmes brasileiros
 
Azyllo Muito Louco
 
Sinopse:
Livre adaptação do livro ''O Alienista'', de Machado de Assis, o filme conta a história do padre católico Simão Bacamarte, que chega à pequena cidade de
Serafim para investigar um certo fenômeno da demência. O problema é que o padre considera a maior parte da população louca e todos estes vão parar num
sanatório. É quando as coisas saem do controle.
 
Ficha Técnica:
Titulo: Azyllo Muito Louco
Titulo Original: Azyllo Muito Louco
Gênero: Comédia / Drama
Ano/Pais: 1970 / Brazil
Duração: 100 Min
Director: Nelson Pereira dos Santos
 
Elenco:
Nildo Parente ... Father Simão Bacamarte
Isabel Ribeiro ... D. Evarista
Arduíno Colassanti ... Porfírio (as Arduino Colasanti)
Irene Stefânia ... Porfírio's lover (as Irene Stephania)
Leila Diniz ... Eudóxia
Ana Maria Magalhães
Nelson Dantas .... The Accountant
Manfredo Colassanti ... The Judge (as Manfredo Colasanti)
José Kléber
DOWNLOAD TORRENT (Nacional)
 

Tenda dos Milagres

Este filme foi disponibilizado pelo Renan, na comunidade filmes brasileiros
 
Tenda Dos Milagres
 
Sinopse:
Ninguém sabia da existência de pedro Arcanjo, baiano sabido e feiticeiro, até que dele falo o Doutor levenson, professor americano. Prêmio Nobel de Sociologia,
antropólogia, Política e Física... Foi a maior correria na Bahia, todo mundo queerendo saber quem foi Pedro Arcanjo. Deu até um filme!
 
Ficha Técnica:
Gênero: Drama
Ano/Pais: 1977 / Brazil
Duração: 132 Min
Director: Nelson Pereira dos Santos
 
Elenco:
Hugo Carvana ... Fausto Pena
Sonia Dias ... Anna Mercedes
Anecy Rocha ... Dr. Edelweiss
Franca Teixeira
Mae Mirinha do Portao
Juárez Paraíso ... Pedro Archanjo
Jards Macalé ... Young Pedro
Jehova De Carvalho ... Major Damiao
Manoel do Bonfim ... Lidia Corro
Nildo Parente ... Prof. Nilo Argolo
Arildo Deda
Gildasio Leite
José Passos Neto
Joffre Soares
Nilda Spencer
DOWNLOAD TORRENT (Nacional)
Acesse:
 

Filme brasileiro Fome de Amor

Este filme foi disponibilizado, via torrent, pelo Renan, na comunidade filmes brasileiros
 
Fome de Amor
 
Sinopse:
Recém-casados em Nova York, Mariana e Felipe decidem voltar para o Brasil e ir morar na ilha que Felipe diz ser dele. Chegando lá, encontram a jovem Ula,
esposa do verdadeiro proprietário da ilha, Alfredo. Entre os dois casais, então, passa a surgir uma relação de ódio, paixão e sexo.
 
Ficha Técnica:
Gênero: Drama
Ano/Pais: 1968 / Brazil
Duração: 73 Min
Director: Nelson Pereira dos Santos
 
Elenco:
Arduíno Colassanti ... Felipe
Manfredo Colassanti
Olga Danitch
Neville de Almeida (as Neville Duarte)
Leila Diniz ... Ulla
Paulo Porto ... Alfredo
Márcia Rodrigues
Lia Rossi
Irene Stefânia ... Mariana
Torrent
Acesse:
 
 

27 de setembro de 2009

Roupa Nova - Herança - 1987

Roupa Nova - Herança - 1987
 
01 Volta Pra Mim.mp3
02 Sexo Frágil .mp3
03 A Força do Amor.mp3
04 Mágica.mp3
05 Na Mira do Coração.mp3
06 - Herança (Com Fagner).mp3
07 - De Volta Pro Futuro.mp3
08 Um Lugar No Mundo.mp3
09 Cristina.mp3
10 Latinos.mp3
11 Tolo Ciúme.mp3
12 Um Toque.mp3
 

25 de setembro de 2009

V.A. A Fazenda vol1 2009

V.A. A Fazenda vol1 - 2009
 
01.Marco Camargo - Stayin´ Alive.mp3
02.Cesar & Paulinho - A Fazenda.mp3
03.Edson & Hudson Part. Esp Rio Negro & Solimões - O Bicho Vai Pegar.mp3
04.Danni Carlos - Arcanjo.mp3
05.Pedro & Tiago - Mulher de Fases.mp3
06.Dado Dolabella - Rolex.mp3
07.Gian & Giovani - O Grande Amor da Minha Vida.mp3
08.Theo Becker - Andressa.mp3
09.Di Paulo e Paulinho Part Esp Gino e Geno - Amor de Primavera.mp3
10.Latino - Me Divirto com as Erradas.mp3
11.Chico Rey e Paraná - Aqui É o seu Lugar.mp3
12.Ricardo e João Fernando - Eu, Você, Jack e Harley.mp3
 

Trio Marayá

Trio Marayá - Caiu na Rede
 
01 Corridinho da Saudade.mp3
02 Mandei Fazer Um Patuá.mp3
03 Sempre Comigo.mp3
04 Roda Meu Disco.mp3
05 Segredos da Meia Noite.mp3
06 Bamboleio de Yayá.mp3
07 Berimbau.mp3
08 Lamento Noturno.mp3
09 Vou Pedir Ao Senhor.mp3
10 Itanhaém.mp3
11 Corre Corre.mp3
12 Gauchinha Bem Querer.mp3
 

Violeta Parra 1955

Violeta Parra - Qué Pena Siente El Alma - 1955
 
01 Qué Pena Siente El Alma.mp3
02 Verso Por El Fin Del Mundo (El Primer Día El Señor...).mp3
03 Casamiento De Negros.mp3
04 Verso Por Padecimiento (Entre aquel Apostolado...).mp3
 

Ivan Lins and the Metropole Orchestra

Ivan Lins and the Metropole Orchestra
 
01 Daquilo que eu Sei.mp3
02 A gente merece ser Feliz.mp3
03 Formigueiro.mp3
04 Harlequim.mp3
05 Começar De Novo.mp3
06-Trijntje Oosterhuis _ Let Us Be Always.mp3
07 É Ouro Em Pó.mp3
08 O Fado.mp3
09 Ai Ai Ai Ai Ai.mp3
10-Trijntje Oosterhuis _ The Art of Survival.mp3
11 Lua Soberana.mp3
 
Ivan Lins and the Metropole Orchestra.rar
 
Link:
 
 
 
 

24 de setembro de 2009

Ray Conniff - Do Ray para o Rei

Ray Conniff - Do Ray para o Rei
 
01 Lembranças.mp3
02 Nossa Senhora.mp3
03 Amigo.mp3
04 Emoções.mp3
05 Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo.mp3
06 Café da Manhã.mp3
07 Detalhes.mp3
08 Cama e Mesa.mp3
09 A Distância.mp3
10 Lady Laura.mp3
11 Amiga.mp3
12 O Amor é a Moda.mp3
 
Filename:
Ray Conniff - Do Ray para o Rei.rar
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35093722 Bytes
Download:
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Duplas Brasileiras - Zé & Zilda

Zé & Zilda

Cantores. Compositores. Dupla formada por José Gonçalves, nascido no Rio de Janeiro em 6/1/1908 e falecendo em 10 de outubro de 1954 na mesma cidade, e Zilda Gonçalves, nascida no Rio de Janeiro em 18 de março de 1919. O casal se conheceu quando José Gonçalves dirigia um programa na Rádio Transmissora no qual a cantora Zilda Gonçalves se apresentou. Formaram então a Dupla da Harmonia. Casaram-se em 1938 e continuaram a se apresentar como a Dupla da Harmonia. No ano seguinte, a dupla passou a atuar no programa de Paulo Roberto na Rádio Cruzeiro do Sul, quando foram batizados pelo apresentador como "Zé da Zilda e Zilda do Zé", nome com o qual inicialmente passaram a se apresentar em shows e em circos.

Em 1943, a dupla ingressou na gravadora Victor e lançou o primeiro disco com os sambas "Levanta José" e "Fim do eixo", ambos de autoria de José Gonçalves. No ano seguinte, a dupla ingressou na gravadora Continental e gravou mais dois discos com quatro músicas: os choros "Um calo de estimação", de José Gonçalves e José Tadeu e "O malhador", de José Gonçalves e Germano Augusto e, os sambas "Segura Chico", de Germano Augusto e De Morais e "Tire o meu nome do meio", de Donga e José Gonçalves.

Em 1945, a dupla gravou cinco discos registrando entre outras músicas o samba-choro "Dona Joaninha", de José Gonçalves e Ari Monteiro; o choro "Compadre chegadinho", de Germano Augusto e José Gonçalves, e os sambas "Gostozinho", de José Gonçalves e Ari Monteiro; "Izabel não voltou", de Germano Augusto e Ari Monteiro; "Pega no pandeiro", de Germano Augusto e Marcelino Ramos, e "Conversa, Laurindo!", de José Gonçalves e Arui Monteiro. Para o carnaval do ano seguinte, a dupla lançou o samba "Vou-me embora", de José Gonçalves e Marcelino Ramos e a batucada "Não me rasgue a roupa", de Braga Filho e Germano Augusto. Ainda em 1946, gravaram os sambas "No alto da serra", de Marcelino Ramos e Ari Monteiro; "Se eu pudesse...", de José Gonçalves e Germano Augusto; as marchas "A hora da onça", de Zilda Gonçalves e Ari Monteiro e "Morena do Brasil", de Zilda Gonçalves e Oldemar Magalhães e o partido alto "O dinheiro é que manda", de Príncipe Pretinho. Em 1947, a dupla gravou os sambas "Procura-se uma mulher", de José Batista e Arnaldo Passos; "Promete", de Oldemar Magalhães, Alcino Vieira e Ademar Muharran; "A dona do lar", de José Gonçalves e Elpídio Viana e "Só pra chatear", de Príncipe Pretinho, este um grande sucesso.

Em 1948, gravaram o último disco na Continental com os sambas "Vem me consolar", de Éden Silva e Aníbal Silva e "Falam de mim", de Noel Rosa de Oliveira, Éden Silva e Aníbal Silva, samba considerado posteriormente como antológico por muitos críticos. Nesse ano, a dupla foi contratada pela gravadora Star que iniciara as atividades no Brasil no ano anterior. No primeiro disco na nova gravadora registraram os sambas "A cabrocha rasgou minha roupa", de José Gonçalves e Oldemar Magalhães, e "Tribunal da terra", de José Gonçalves e Paulo Gesta. Gravaram no ano de 1949 os sambas "Cidade Alta", de José Gonçalves e Oldemar Magalhães; "Paulo da Portela", de Aníbal Silva e Éden Silva, homenagem ao sambista Paulo da Portela, um dos fundadores da Escola de Samba Portela e falecido no ano anterior; "Jequitibá", de José Ramos e Marcelino Ramos, e "Enquanto eu viver" e "Luz da madrugada", de José Gonçalves e O . Silva.

Em 1950, a dupla lançou apenas um disco integrado pelo fox "Tempo quente", de José Gonçalves, e pelo samba "Samba de branco", de José Gonçalves e O . Silva. Em 1951, lançaram as batucadas "Assobio pra esquecer", de Eden Silva e Oldemar Magalhães, e "Para dar conforto a ela", de Benedito Lacerda e José Gonçalves, além do samba "Em Caxias é assim", de Portinho e José Gonçalves. A dupla foi contratada pela Odeon em 1952 e lançaram o bambu "Nego da calça amarela", de Adelino Moreira, O . Silva e José Gonçalves; o choro "Vai levando", de Altamiro Carrilho e Armando Nunes; a marcha "Parafuso", de Adelino Moreira, José Gonçalves e Zilda Gonçalves, e o samba "Não fiz nada", de Antônio Maria e Jose´Gonçalves. Para o carnaval de 1953, a dupla lançou o samba "Cansado", de Adelino Moreira, Jarbas Reis e José Gonçalves, e a marcha "Sapateiro", de Felisberto Martins e e Fernando Martins, que não obtiveram grande sucesso. Ainda em 1953, gravaram, entre outras composições, os sambas "Meu contrabaixo", de Antônio Maria e José Gonçalves, e "Dona Fortuna", de J. Reis, Airton Amorim e José Gonçalves.

No carnaval de 1954, a dupla obteve seu maior sucesso com a marcha "Saca-rolha", de José Gonçalves, Zilda Gonçalves e Valdir Machado. Nesse ano, a dupla que, normalmente gravava sambas e marchas, não resistiu à febre do baião e lançou os baiões "Eh! Baião", de José Gonçalves e Jota Reis, e "No terreiro de Tia Sinhá", de Petrus Paulus e Ismael Augusto. Também nesse ano, a dupla gravou seus dois últimos discos. No primeiro, cantaram a valsa "Pede a Deus", de José Gonçalves e o samba "Destruiram o morro", de José Gonçalves, Zilda Gonçalves e Claudionor Santana. No segundo disco, que seria o último da dupla, interpretaram as marchas "Guarda essa arma", de José Gonçalves, Zilda Gonçalves e Jorge Gonçalves e "Ressaca", de José Gonçalves e Zilda Gonçalves, essa última, grande sucesso no carnaval do ano seguinte. Menos de um mês depois da gravação desse último disco, José Gonçalves faleceu devido a um derrame cerebral.

Em cerca de onze anos de carreira a dupla gravou 36 discos pelas gravadoras Victor, Continental, Star e Odeon além de fazer apresentações em Rádios, tendo sido considerada uma das referências da história do carnaval carioca.


1946 - Zé & Zilda - Morena do Brasil
1946 - Zé & Zilda - Trabalhar eu sim
1947 - Zé & Zilda - A dona do lar
1947 - Zé & Zilda - Aula de francês
1947 - Zé & Zilda - Procura-se uma mulher
1947 - Zé & Zilda - Promete
1947 - Zé & Zilda - Só pra chatear
1948 - Zé & Zilda - Falam de mim
1948 - Zé & Zilda - Vem me consolar
1949 - Zé & Zilda - Cidade alta
1949 - Zé & Zilda - Enquanto eu viver
1949 - Zé & Zilda - Jequitibá
1949 - Zé & Zilda - Paulo da Portela
1949 - Zé & Zilda - Sanfoneiro Joaquim
1949 - Zé & Zilda - Tudo azul
1950 - Zé & Zilda - Samba de branco
1950 - Zé & Zilda - Tempo quente
1951 - 1960 - Zé & Zilda - O facão bateu em baixo
1951 - 1960 - Zé & Zilda - Quem bate esquece
1952 - Zé & Zilda - Nego da calça amarela
1952 - Zé & Zilda - Vai levando
1953 - Zé & Zilda - Olha o coco, sinhá
1953 - Zé & Zilda - Saca rolha
1954 - Zé & Zilda - Guarda essa arma
1954 - Zé & Zilda - Ressaca
1954 - Zé & Zilda e Diamantina Gomes - Jura
1954 - Zé & Zilda e Diamantina Gomes - Vendedor de pirulito
1955 - Zilda do Zé - Meu Zé
1955 - Zilda do Zé e Lili - Maria Joaquina
1956 - Zilda do Zé - As águas continuam
1956 - Zilda do Zé - Vai que depois eu vou

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Cantoras Brasileiras - Sônia Burlamaqui

Sônia Burlamaqui

Não encontrei nenhuma informação sobre esta cantora. Sei que fez sucesso, em 1932, com a música Amanheça o Dia, a qual continuo procurando.
 
1932 - Sônia Burlamaqui - Se assim fôra
1932 - Sônia Burlamaqui - Vamos dar valor

http://rapidshare.com/files/283717883/S_nia_Burlamaqui.rar












 

Cantoras Brasileiras - Zaíra de Oliveira

Zaíra de Oliveira

Em 1921, venceu um concurso de canto na escola de música, principal orgão oficial no ensino de música na então Capital Federal, mas não pode receber o prêmio por ser negra. Fez parte do "Coral brasileiro", integrado entre outros por Bidú Saião e Nascimento Silva e idealizado por Eduardo Souto. Em 1922,apresentou-se na Exposição do Centenário da Independência do Brasil em uma barraca montada pela Rádio Sociedade que tinha um estúdio na Exposição. A orquestra popular foi montada pelo maestro Pixinguinha e contou ainda com as participações dos Oito batutas e Bonfiglio de Oliveira.

Estreou em discos em 1924, na Odeon, gravando seis músicas, os fox-trot "Cabeleira a la garçone", com arranjos de Pedro de Sá Pereira e "La monteria", de J. Guerrero; o cateretê "Choroso", de autor desconhecido e as canções "Cantiga", "Amargura" e o fado-tango "Guitarrada", as três de Eduardo Souto. Apresentou-se na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro acompanhada do regional de Canhoto. Em 1925, participou de um festival artístico no Teatro Municipal de Niterói e na ocasião interpretou "Tosca", de Puccini; "Berceuse", de Alberto Nepomuceno; "Schiavo", de Carlos Gomes; "A despedida", de Eduardo Souto e Bastos Tigre e "Cantiga praiana", de Eduardo Souto e Vicente Carvalho. Nesse ano, fez sucesso no carnaval com o fox-trot "Cabeleira a la garçone".

Em 1926, fez uma série de oito gravações em dueto com o cantor Bahiano interpretando as marchas "O teu olhar", de autor desconhecido e "Quando me lembro", de Eduardo Souto e João da Praia; o cateretê carnavalesco "Eu só quero é conhecer", de Eduardo Souto e o cateretê "Caboclo véio"; a canção "Cale a boca" e os sambas "Que tem, tem"; "Um caso sério" e "Seu Cabral gostou", de autores desconhecidos. Por essa época, apresentou-se com Catulo da Paixão Cearense e Gastão Formenti no cassino do Hotel Copacabana Palace.

No carnaval de 1927, fez sucesso com a marcha-carnavalesca "Dondoca", de José Francisco de Freitas, o Freitinhas, gravada em dueto como cantor J. Gomes Jr. Em 1931, ingressou na Parlophon e lançou os sambas "É preciso fingir", de Gentil Torres e Osvaldo Santiago e "Pode bater", de Luperce Miranda e Osvaldo Santiago, que fez razoável sucesso popular, com acompanhamento da Orquestra Guanabara. Em seguida, gravou a valsa "Solange" e a canção "Lua culpada", de Duque e a "Canção dos infelizes", de Donga e Luiz Peixoto e o "Fado da bossa", de Donga e Augusto Calheiros. Nesse ano, gravou na Victor com o Grupo da Guarda Velha e Francisco Sena, a batucada "Já andei" e a macumba "Que querê", de Pixinguinha, Donga e João da Baiana. Cantou na Rádio Guanabara do Rio de Janeiro sendo acompanhada pelo conjunto "Jacob e sua Gente", formado pelos instrumentistas Carlos Gil, no cavaquinho, Osmar Menezes, no violão, Valério Farias,o "Roxinho", no violão, Manoel Gil, no pandeiro e Natalino Gil, como ritmista, liderado por Jacob do Bandolim.

Gravou um total de 21 discos com 25 músicas pelas gravadoras Odeon, Parlophon e Victor, das quais se destacaram como sucessos populares a valsa "Solange" e a batucada "Já andei", a primeira, composição do bailarino Duque e a segunda, de Pixinguinha, Donga e João da Baiana, quatro dos principais artistas brasileiros negros da época. Cantou também em coros de muitas igrejas.
 
1924 - Zaíra de Oliveira - Cabeleira à la garçone
1924 - Zaíra de Oliveira - La monteria
1926 - Bahiano & Zaíra de Oliveira - O teu Olhar
1926 - Zaíra de Oliveira e Bahiano - Eu só quero é conhecer
1927 - Zaíra de Oliveira e J. Gomes Jr. - Dondoca
1931 - Zaíra de Oliveira - Lua culpada
1931 - Zaíra de Oliveira - Solange
1932 - Zaíra de Oliveira, Francisco Sena e Grupo da Velha Guarda - Já andei
1932 - Zaíra de Oliveira, Francisco Sena e Grupo da Velha Guarda - Que querê

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Cantoras Brasileiras - Zaíra Cavalcanti


Zaíra Cavalcanti

Estreou em disco em 1930 gravando pela Odeon o samba-canção "Diga", de Gonçalves de Oliveira e Lamartine Babo, e a "Canção dos infelizes", de Donga, Luiz Peixoto e Marques Porto, com acompanhamento da Orquestra Pan American. Nesse ano, gravou na Parlophon os sambas "Pedaço de mau caminho", de Eduardo Souto e Osvaldo Santiago, e "Gongá", de José Luiz da Costa, com acompanhamento da Simão Nacional Orquestra, e os sambas "Tem moamba", de Eduardo Souto e João de Barro, e "Vou pedir à paroeira", de Américo de Carvalho, com acompanhamento da Orquestra Guanabara. Ainda em 1930, participou de um concurso musical promovido pelo jornal "Diário Carioca", como uma das principais cantoras da época. Participou também no campo do Clube de Regatas Vasco da Gama de uma animada "pelada" de futebol que reuniu atrizes e cantoras como Aracy Cortes, Elza Gomes, Mesquitinha, Jaime Costa e outros, cuja renda foi revertida para a Casa dos Artistas. Ainda em 1930, atuou na revista "Dá nela", de Marques Porto e Luiz Peixoto apresentada no Teatro Recreio fazendo sucesso com a interpretação da música título, de Ary Barroso. Pouco depois, estreou no mesmo teatro a revista "Eu sou do amor", música de Ary Barroso, peça escrita por Aricles França e Elieser de Barros. Estrelou em seguida, com grande sucesso a revista "Pau-brasil", de Marques Porto e Luiz Peixoto com músicas de Ary Barroso e Júlio Cristóbal. Atuou também na revista "Vai dar o que falar", de Marques Porto e Luiz Peixoto com músicas de Ary Barroso e Antônio Neves apresentada no Teatro João Caetano.

Gravou no ano seguinte, com acompanhamento da Orquestra Guanabara os sambas "Caranguejo também sobe no arvoredo", de Mário Barros e "Sem querer...", de Ary Barroso, Marques Porto e Luiz Peixoto.

Em 1932, voltou para a Odeon e gravou com acompanhamento da Orquestra Copacabana o fox "Quando escuto você cantar", de Milton Amaral e Jerônimo Cabral, e o samba "Quando tu fores bem velhinho", de Paulo Orlando e Jerônimo Cabral. Com a mesma orquestra gravou de Oscar Cardona o samba "Nossas cores" e o choro "Não terás perdão".

Em sua curta carreira gravou sete discos pelas gravadoras Odeon e Parlophon. Em 1933, viajou com a Companhia Tro-lóló para apresentações em Portugal.
 
1930 - Zaíra Cavalcanti - Canção dos infelizes
1930 - Zaíra Cavalcanti - Tem moamba
1930 - Zaíra Cavalcanti - Vou pedir à padroeira

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Cantoras Brasileiras - Yolanda Osório

Yolanda Osório

Teve uma curta carreira fonográfica no começo da década de 1930 apresentando ainda em Cassinos e Rádios. Estreou em disco em 1930 gravando pela Brunswick com o Grupo Desafiadores do Norte o samba "Chô arara", de João Miranda. No segundo disco cantou com o mesmo grupo o samba "Dona Toínha", de João Miranda. Em seguida, gravou a embolada "Aí baiano" e o samba "Devagá cá mesa", de João Miranda e a toada "O peso do pesado", de João Frazão, também com o grupo Desafiadores do Norte.

Em seu primeiro disco solo gravou o samba-fox "A terra dos navá", de Henrique Vogeler e o samba "Sinarzinho de Ioiô", de Henrique Vogeler e Rocha com acompanhamento da Orquestra Brunswick sob direção de Henrique Vogeler. Com a mesma orquestra gravou ainda nesse ano os sambas "Orgulhosa", de João da Gente e "Até quebrar", de Chernovia Leão. Com o grupo Desafiadores do Norte gravou o samba "Jandira", de Romualdo Miranda. Ainda nesse ano, registrou os sambas "Chorei", de Benedito Lacerda e "Ingratidão", de Jaci Pereira e Benedito Lacerda e a marcha "Eu quero casar", de Lamartine Babo.

Lançou em 1931 os sambas "Gaivota do amor", de Caninha e "Desconfiado", de Altamiro Godinho; os maxixes "Sonho brasileiro", de Bonfíglio de Oliveira e Lamartine Babo e "Larga o osso", de F. Correia da Silva e as marchas "Oh Iaiá!" e "Eu só gosto de você", da dupla Artur Castro e A . Henriques. Ainda nesse ano, lançou o choro-canção "Meus ciúmes", de Sinhô; as marchas "Os moços de hoje", de Lamartine Babo e J. Machado e "Boa roupa", de Pedro Cabral e Dan Málio Carneiro e o samba "Me deixa em paz", de Loló Uerba.

Ainda em 1931, gravou um disco pela Odeon com a marcha "Não vá embora", de Júlio Casado e M. Campos e o samba "Tudo virou", de A . R. de Jesus com acompanhamento da Orquestra Copacabana do Cassino Copacabana. Em 1932, transferiu-se para a gravadora Columbia e lançou em seu primeiro disco no selo as músicas "Mulher bonita" e "Enferrujado" cujos autores não apareceram no selo do disco. Gravou também as marchas "Arrastão", de Vitor Hugo de Albuquerque e "Marcha ortográfica", de Jorge P. Nóbrega. Ainda nesse ano, gravou o tango "Por que razão?", de Alfredo Gama e a marcha "Paquita meu bem!...", do mesmo autor e registrada em dueto com o cantor Ildefonso Norat.

Gravou 18 discos com 33 músicas pelas gravadoras Odeon, Columbia e Brunswick registrando músicas de compositores como Henrique Vogeler, João da Gente, Lamartine Babo, Benedito Lacerda; Bonfíglio de Oliveira e João Miranda.

1930 - Yolanda Osório - A terra dos navá
1930 - Yolanda Osório - Até quebrar
1930 - Yolanda Osório - Chorei
1930 - Yolanda Osório - Confessa meu bem
1930 - Yolanda Osório - Deixo saudades
1930 - Yolanda Osório - Devagá cá mesa
1930 - Yolanda Osório - Dona Toinha
1930 - Yolanda Osório - Eu quero casar
1930 - Yolanda Osório - Ingratidão
1930 - Yolanda Osório - Jandira
1930 - Yolanda Osório - O peso do pesado
1930 - Yolanda Osório - Orgulhosa
1930 - Yolanda Osório - Sinarzinho de ioiô
1930 - Yolanda Osório - Você não crê
1931 - Yolanda Osório - Desconfiado
1931 - Yolanda Osório - Gaivota do amor
1931 - Yolanda Osório - Larga o osso
1931 - Yolanda Osório - Sonho brasileiro

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Cantoras Brasileiras - Sylvinha Mello

Sylvinha Mello

Estreou na carreira artística atuando ao lado de Hekel Tavares cantando peças folclóricas em teatros e cassinos do Rio de Janeiro, São Paulo e outras capitais. Aos 18 anos, apresentou-se no "Programa César Ladeira" passando a atuar ao lado de Francisco Alves, Carmen Miranda e Sílvio Caldas. Foi uma das primeiras brasileiras a fazer sucesso nos Estados Unidos onde interpretou músicas de grande aceitação de Ary Barroso no Blue Angel, de Nova York e em emissoras de rádio e boates norte-americanas.

Em 1931, estreou em disco pela Victor interpretando as canções "Chove chuva!", de Hekel Tavares e Ascenso Ferreira e "O pequeno vendedor de amendoim", de Hekel Tavares e Joracy Camargo. Gravou o segundo disco apenas quatro anos depois, com as valsas "Rosário de amores" e "Teus olhos, tua voz", de Sivan Castelo Neto, com acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira. No mesmo ano, gravou o samba-canção "Perto do céu", de Romualo Peixoto e Francisco Matoso, a valsa "A carícia de suas mãos" e a canção "Teu retrato", de Joubert de Carvalho, e com os Irmãos Tapajós o fox-canção "Ele ou eu?", de Alberto Ribeiro, que fez parte do filme "Estudantes", da Waldow Films. Também no mesmo ano, lançou um disco pela Columbia com as canções "Vitrina", de Custódio Mesquita e César Ladeira e "Negra velha", de Custódio Mesquita, com acompanhamento de Custódio Mesquita e sua orquestra.

Gravou três obras de Joubert de Carvalho em 1936, a rumba "Tropical", o fox "Canção das águas" e a valsa "Viver para o amor...só nós dois". Em 1938, voltou a gravar na Columbia lançando os foxes "Soldadinhos de chumbo", de Marcelo Tupinambá e Galda de Paiva e "Quando cantas 'to you'", de Joubert de Carvalho, nesse que foi seu último disco.

Seus maiores sucessos em disco foram alcançados com canções e valsas de Joubert de Carvalho em estilo marcadamente romântico. Participou ainda dos filmes "Grito da mocidade" e "Estrela da eterna esperança". Sua carreira aconteceu muito mais no Rádio tendo feito poucas gravações.

1935 - Sylvinha Mello - A carícia de suas mãos
1935 - Sylvinha Mello - O que restou de você
1935 - Sylvinha Mello - Rosário de amores
1935 - Sylvinha Mello - Teu retrato
1935 - Sylvinha Mello - Teus olhos tua voz
1935 - Sylvinha Mello - Velho amor
1936 - Sylvinha Mello - Canção das águas
1936 - Sylvinha Mello - Tropical
1936 - Sylvinha Mello - Viver para o amor só nós dois
1938 - Sylvinha Mello - Quando cantas 'to you'
1938 - Sylvinha Mello - Soldadinhos de chumbo

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Cantoras Brasileiras - Stefana de Macedo

Stefana de Macedo

Inaugurou a linha de cantoras folcloristas, numa época em que só homens atuavam. Em 1926 apresentou-se ao violão, quando esse instrumento ainda estava restrito à então chamada malandragem, no Cassino do Copacabana Palace. Em 1928 estreou em disco interpretando pela Odeon as canções "Tenho uma raiva de vancê" e "Sussuarana", ambas de Luiz Peixoto e Hekel Tavares. No mesmo ano, gravou de Catulo da Paixão Cearense o samba "Leonor" e de Hekel Tavares e Joracy Camargo, a canção "Lua cheia". Em 1929, gravou pela Columbia o samba-choro "Bambalelê", a canção "Stela", os corta-jaca "A mulher e o trem" e "O homem e o relógio", o cateretê "Bicho caxinguelê", a toada "Saia do sereno", o batuque "Dança do Quilombo dos Palmares" e a canção "História triste de uma praieira", todos de motivo popular, com arranjos de sua autoria. No mesmo ano, gravou de João Pernambuco os cocos "Tiá de Junqueira" e "Biro biro iaiá" e as toadas "Siricóia" e "Vancê", esta última em parceria com E. Tourinho. Em 1930 gravou pela Colúmbia o batuque "Mãe Maria Camundá" de sua autoria e o baião "Estrela D'Alva" de João Pernambuco. No mesmo ano gravou a toada "Como se dobra o sino", de motivo popular com arranjos de sua autoria. Tambem fez arranjos de outros motivos populares, entre os quais o coco "O-le-lê Tamandaré" e a canção "Rede do Ceará". Gravou diversas composições de João Pernambuco, entre as quais "Manaca dos gerais", de parceria de João e E. Tourinho. Gravou diversas composições de Amélia Brandão Nery, entre as quais a cantiga "Casa de farinha" e a canção "Nos cafundó do coração". Ainda em 1930 gravou do compositor pernambucano Raul Moraes o coco "Lenhadô". Em 1933 gravou de sua autoria, o maracatu "Dois de oro" e a canção "Sodade véia". Em 1939 gravou a canção "História triste de uma praieira", com arranjos de sua autoria e versos de Adelmar Tavares. Em 1942 gravou a canção "Rede do Ceará", de motivo popular e arranjos de sua autoria. Em fins dos anos 1950, a cantora Ely Camargo gravou de sua autoria e Aldemar Tavares, "História triste de uma Praieira". A partir dos anos 1950 só se apresentava em raros recitais, consolidando, contudo, uma aura de elegância e sofisticação, sempre saudada por intelectuais, críticos e até músicos eruditos. Em 1968 gravou histórico depoimento para a posteridade no Museu da Imagem e do Som. Passou seus últimos anos de vida na cidade de Volta Redonda, sempre esquecida pela chamada grande "mídia".
 
1928 - Stefana de Macedo - Era aquilo só
1928 - Stefana de Macedo - Leonor
1928 - Stefana de Macedo - Lua cheia
1928 - Stefana de Macedo - Nosso tempo de colégio
1928 - Stefana de Macedo - Saudade
1928 - Stefana de Macedo - Sussuarana
1928 - Stefana de Macedo - Tenho uma raiva de vancê
1928 - Stefana de Macedo - Zamba cordobesa
1929 - Stefana de Macedo - A mulher e o trem
1929 - Stefana de Macedo - Bambalelê
1929 - Stefana de Macedo - Batuque
1929 - Stefana de Macedo - Bicho caxinguelê
1929 - Stefana de Macedo - Biro biro iaiá
1929 - Stefana de Macedo - História triste de uma praieira
1929 - Stefana de Macedo - O homem e o relógio
1929 - Stefana de Macedo - Saia do sereno
1929 - Stefana de Macedo - Siricóia
1929 - Stefana de Macedo - Stella
1929 - Stefana de Macedo - Tiá de Junqueira
1929 - Stefana de Macedo - Vancê
1930 - Stefana de Macedo - Casa de farinha
1930 - Stefana de Macedo - Cavalo marinho
1930 - Stefana de Macedo - Despedida
1930 - Stefana de Macedo - Estrela d'Alva
1930 - Stefana de Macedo - Lenhadô
1930 - Stefana de Macedo - Mãe Maria camundá
1930 - Stefana de Macedo - Meu home
1930 - Stefana de Macedo - Morena, morena
1930 - Stefana de Macedo - Nos cafundó do coração
1930 - Stefana de Macedo - Olelê Tamandaré
1930 - Stefana de Macedo - Papoula viçosa
1930 - Stefana de Macedo - Preta Sinhá
1930 - Stefana de Macedo - Rede do Ceará
1930 - Stefana de Macedo - Toré
1930 - Stefana de Macedo - Zé Raimundo

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Cantoras Brasileiras - Sonia Carvalho


Sônia Carvalho

Iniciou a carreira artística no começo da década de 1930. Atuou nas rádios Educadora Paulista e Record. Em 1934, foi contratada pela Odeon e estreou em discos cantando a marcha "Beijos" e o samba "Vejo o céu todo estrelado", composições de André Filho. No ano seguinte, gravou com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto regional os sambas "Adeus", de Geraldo Decourt e "Nosso samba", de Ivanir Ribeiro. Nesse mesmo ano, trasferiu-se para a Victor e lançou os sambas "A infelicidade me persegue", de Assis Valente e "O dia morreu", de Assis Valente e Oliveira Freitas com acompanhamento do Conjunto Regional RCA Victor.

Lançou em 1936 a marcha "A lua também quer brincar", de Silvino Neto, e a batucada "Deve ser o meu amor", de Ary Barroso, com acompanhamento do grupo Diabos do Céu. Nessa época, era considerada juntamente com o cantor Nuno Roland o maior cartaz do rádio paulista e foi contratada pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro inaugurada naquele ano. Ainda no mesmo ano, gravou a marcha "Viu...", de Ary Barroso e o batuque "Metamorfose", de Hudson Gaya, o Petit, com acompanhamento do conjunto regional RCA Victor e as marchas "S . O . S.", de André Filho e "Abel e Caim", de Aldo Cabral, com o grupo Diabos do Céu, liderado pelo maestro Pixinguinha.

Em 1937, foi para a gravadora Columbia e no primeiro disco na nova gravadora lançou com o conjunto regional Columbia os sambas "A vida é um samba", de sua autoria e Ivani Ribeiro, e "Novela", de Assis Valente e L. Medeiros. Em seguida, naquele que acabaria sendo seu último disco, gravado em fins desse mesmo ano, cantou os sambas "Oui...Oui..." e "Machuca, bem!", ambos de Floriano Pinho. Nessa época, atuou na Rádio Nacional cantando com acompanhamento do conjunto regional dirigido pelo flautista Dante Santoro.

Seus sucessos foram: "Beijos" e "Vejo o céu todo estrelado", de André Filho; "Adeus", de Geraldo Decourt; "Nosso samba", de Ivanir Ribeiro e "Novela" e "A infelicidade me persegue", de Assis Valente. Embora passando por três grandes gravadoras, Odeon, Victor e Columbia gravou apenas sete discos com 14 músicas o que contrasta com o cartaz que chegou a ter, principalmente em São Paulo, em meados dos anos 1930. Na época, porém, havia outras opções de atuação como os cassinos e as Rádios que muitas vezes deixaram o disco em segundo plano para vários artistas.
 
1934 - Sônia Carvalho - Beijos
1934 - Sônia Carvalho - Vejo o céu todo estrelado
1935 - Sonia Carvalho - Adeus
1935 - Sônia Carvalho - Nosso samba
1936 - Sônia Carvalho - A infelicidade me persegue
1936 - Sônia Carvalho - A lua também quer brincar
1936 - Sônia Carvalho - Abel e Caim
1936 - Sônia Carvalho - Deve ser o meu amor
1936 - Sônia Carvalho - Eu vivia no morro
1936 - Sônia Carvalho - Metamorfose
1936 - Sônia Carvalho - O dia morreu
1936 - Sônia Carvalho - S.O.S
1936 - Sônia Carvalho - Sem você não há prazer
1936 - Sônia Carvalho - Té logo
1936 - Sônia Carvalho - Viu
1936 - Sônia Carvalho - Voce quer se ver livre desse mundo
1937 - Sônia Carvalho - A vida é um samba
1937 - Sônia Carvalho - Machuca bem
1937 - Sônia Carvalho - Novela
1937 - Sônia Carvalho - Oui oui

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Cantoras Brasileiras - Pepa Delgado

Pepa Delgado

Atriz. Cantora.

Filha do toureiro espanhol Lourenço Delgado, que ao chegar ao Brasil se tornou fotógrafo e de Ana Alves. Veio com o pai para o Rio de Janeiro em 1902, aos 15 anos de idade, tornando-se logo atriz e cantora.

Em 1920, casou-se com Almerindo Álvaro de Moraes, oficial do Exército. O marido era tesoureiro do Clube dos Democráticos, onde se tornaria mais conhecido pelo apelido de Lambada.

Saiu muitas vezes no desfile dos Préstitos da terça-feira gorda, integrando a comissão de frente.

Entre 1902 e 1920, apresentou-se em diversas revistas encenadas no Teatro São José. Em 1905, gravou para a Casa Edison a cançoneta "O abacate" e o maxixe "Café ideal", ambos da revista "Cá e lá", com música de Chiquinha Gonzaga. No mesmo ano, gravou "Um samba na Penha", da revista "Avança" e "A recomendação", de Assis Pacheco.

Em 1912, a Columbia lançou discos seus nos quais se lia em uma das faces: "Atriz brasileira que tem feito sucesso e arrancado de nosssas platéias as mais ruidosas manifestacoes". Em algumas dessas gravações, se apresentou cantando em duetos com Mário Pinheiro, o célebre cantor Mário, da Casa Edison registrando, entre outras, o tango "Vatapá", de Paulino Sacramento. Entre suas gravações, destacam-se ainda a canção "Rasga o coração", de Anacleto de Medeiros e Catulo da Paixão Cearense e "Corta-jaca", de Chiquinha Gonzaga. Em 1920, seguiu com o marido para a cidade de Campos - RJ, onde se apresentou em teatros. Encerrou sua carreira artística em 1924, aos 37 anos de idade. Foi ela quem solicitou a Fred Figner, proprietário da Casa Edison e diretor-geral da Odeon Brasileira que doasse um terreno em Jacarepaguá para construir o Retiro dos Artistas, situado na Rua dos Artistas.
 
1904 - 1907 - Pepa Delgado - Teu retrato
1905 - Pepa Delgado - A bandoleira
1905 - Pepa Delgado - Café Ideal
1905 - Pepa Delgado - Fruto proibido
1905 - Pepa Delgado - O abacate
1906 - Mário Pinheiro & Pepa Delgado - Corta jaca
1906 - Mário Pinheiro & Pepa Delgado - Vem cá, mulata
1906 - Pepa Delgado - As laranjas da Sabina
1907 - 1913 - Pepa Delgado - Democráticos e Fenianos da Revista Cá e Lá
1907 - 1913 - Pepa Delgado - Fado português
1907 - 1913 - Pepa Delgado - O caso do dia
1907 - 1913 - Pepa Delgado - O mingau
1907 - 1913 - Pepa Delgado - Um samba na Penha
1908 - 1912 - Pepa Delgado - A cozinheira
1908 - 1912 - Pepa Delgado - Rosas e cerejas
1912 - Mário Pinheiro & Pepa Delgado - O vatapá (Do maxixe)

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Cantoras Brasileiras - Otília Amorim


Otília Amorim

Cantora e atriz. Em 1910 estreou como atriz no filme "Vida do Barão do Rio Branco", de Alberto Botelho. No ano seguinte estreou no Teatro de revistas com "Peço a palavra", no Teatro Carlos Gomes do Rio de Janeiro. Era uma completa atriz de revista. Dançava, era caricata, representava. Bonita e desembaraçada, com total domínio da platéia, foi, segundo Orestes Barbosa, "a precursora do samba no palco". Grande dançarina de maxixes. Seu primeiro papel importante foi de Olga na opereta "Ela" encenada no antigo Chantecler. Trabalhou em muitas companhias teatrais, dentre as quais a de Carlos Leal e Procópio Ferreira, tendo montado companhia própria. Trabalhou com Leopoldo Fróes, com quem foi à Bahia e Pernambuco, até ingressar no São José, onde estreou em 1918, na burleta "Flor do Catumbi", de Luís Peixoto e Carlos Bittencourt, com música de Júlio Cristóbal e Henrique Sánchez. Em 1919, voltou ao cinema, atuando nos filmes "Alma sertaneja" e "Ubirajara", ambos de Luís de Barros. No ano seguinte, apresentou-se no Teatro São José cantando com grande sucesso, juntamente com Alvaro Fonseca a marcha "Pois não", de Eduardo Souto e Philomeno Ribeiro, no quadro "Gato, Baêta e Carapicu", na revista "Gato, baeta e carapicu", de Cardoso de Meneses, Bento Moçurunga e Bernardo Vivas. Em 1922 , exibiu-se com sua própria companhia no Teatro Recreio, excursionando em seguida por São Paulo e Rio Grande do Sul. Na revista "Se a moda pega", de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses com música de Henrique Vogeler, encenada em 1925 no Teatro João Caetano, interpretou a marcha "Zizinha", de José Francisco de Freitas. Sua discografia é pequena, com cinco discos para a Victor gravados em 1931, de onde destacam-se o samba "Eu sou feliz" e o samba batuque "Nego bamba", ambos de J. Aimberê. Neste mesmo ano, participou do filme "Campeão de futebol", de Genésio Arruda. Ainda na mesma época, gravou do maestro pernambucano Nelson Ferreira, o samba "Tu não nega sê home". Em 1932 estreou no Teatro Recreio a revista "Calma, Gegê!", onde interpretou o grande sucesso da temporada, a marcha "Gegê", de Getúlio Marinho, o Amor e Eduardo Souto. No mesmo ano gravou na Columbia a marcha "Napoleão", de Joubert de Carvalho. O escritor e musicólogo Mário de Andrade, no Compêndio de História da Música, relacionou entre seus sambas preferidos, quatro gravados por ela: "Nego bamba", "Vou te levar", "Eu sou feliz" e "Desgraça pouca é bobagem".

1931 - Otília Amorim - Eu sou feliz
1931 - Otília Amorim - Nego bamba
1932 - Otília Amorim - Napoleão
1932 - Otília Amorim - Óia a ganga

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Cantoras Brasileiras - Neide Martins

Neide Martins

Em 1937, gravou pela Odeon a marcha "Pára com isso" e o samba "Vem cá, Bitu", ambos de Saint Clair Sena, com acompanhamento da orquestra Odeon. No mesmo ano, dividiu dois discos com o grupo Diabos do Céu. No primeiro gravou o frevo-canção "Que fim você levou?", de Nelson Ferreira e no segundo o frevo-canção "Arlequim", também de Nelson Ferreira, com acompanhamento dos Diabos do Céu. Em 1938, gravou a marcha "Nossa terra!", de Saint Clair Sena e o samba "Não sorri assim pra mim", do mesmo autor e de Antônio Almeida. Em 1939, gravou as marchas "Uma estrela brilhou", de Donga e Sá Róris e "Eterno sonho", de Donga e Milton Amaral. No mesmo ano, gravou pela Colúmbia, em dueto com Arnaldo Amaral o fox "Era uma vez...", de João de Barro e Alberto Ribeiro.
 
1937 - Neide Martins - Arlequim
1937 - Neide Martins - Para com isso
1937 - Neide Martins - Que fim você levou
1937 - Neide Martins - Vem cá, Bitú
1938 - Neide Martins - Não sorri assim pra mim
1938 - Neide Martins - Nossa terra
1939 - Neide Martins - Eterno sonho
1939 - Neide Martins - Uma estrela brilhou
1939 - Neide Martins e Arnaldo Amaral - Era uma vez

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Cantoras Brasileiras - Marion


Marion

Estreou como cantora na Rádio Educadora Paulista em 1932 num programa infanti apresentado pela cantora Sônia Carvalho. Em 1938, atuou como amadora no programa "Tia Chiquinha", da Rádio Tupi, de São Paulo. Pouco depois, foi convidada por Assis Valente para cantar as composições dele na Boate Guarujá. Mais tarde, mudou para o Rio de Janeiro e ingressou na Rádio Tamoio. Foi contratada por Jaime Redondo e atuou no Cassino da Urca onde fez bastante sucesso. Em 1943, foi contratada pela Rádio Educadora. No ano seguinte, atuou no filme "Tristezas não pagam dívidas", de José Carlos Burle e J. Rui. Nesse ano, foi contratada pela Rádio Nacional na qual permaneceu por quatro anos. Em 1945, fez sua primeira gravação, como o crooner do grupo Milionários do Ritmo, registrando os sambas "Falta de respeito", de Amado Régis e Rodrigo Torres, e "Doce veneno", de Valzinho, Lentini e M. Goulart. Em cerca de vinte anos de carreira, gravou discos nas gravadoras Mocambo, Carnaval, Sinter, Odeon e RCA Victor.
 
1945 - Marion e Milionários do Ritmo - Doce veneno
1945 - Marion e Milionários do Ritmo - Falta de respeito
1947 - Marion - Canção do Osvaldinho
1947 - Marion - Placa de bronze
1950 - Marion - Cuba libre
1950 - Marion - Gegê
1951 - Marion - Lavadeira
1951 - Marion - Tire a mão daí

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Cantoras Brasileiras - Marilu

Marilu

Embora bastante reconhecida nos anos iniciais da década de 1940, ficaria esquecida nos tempos posteriores, até pelo fato de morar fora do Brasil. Nascida no bairro carioca de Vila Izabel, lá conheceu o compositor Noel Rosa. Estreou como cantora em 1937, na Rádio Educadora em um programa de música portuguesa apresentado por Manoel Monteiro. Atuou como crooner da orquestra do Cassino de Petrópolis.

Estreou em disco em 1940 gravando pela Victor o samba-choro "Meu mulato e meu canário", de Jardel Noronha. Foi uma das estrelas da Rádio Nacional e da gravadora RCA Victor. Não se dedicou no entanto a uma carreira radiofônica preferindo realizar excursões pelo país cantando em diferentes cassinos. Morou um tempo na Argentina, onde se apresentou na Boate Sagaró, na Rádio Splendid e no teatro Smart. Foi posteriormente contratada pela Rádio El Mundo, de Buenos Aires.

Em 1942, gravou na RCA Victor a marcha "Primavera", de Darci de Oliveira, e o samba-batucada "O que é que ele tem?", de Ari Monteiro e Juraci Araújo. Para o carnaval de 1943, gravou a marcha "Galinha verde", apelido dado aos integralistas, versão brasileira dos nazistas, de José Gonçalves e André Gargalhada, e o samba "Procurando alguém", de Ari Monteiro e Ari Follain. No mesmo ano, gravou o samba "Por que é", de Roberto Martins e Mário Rossi, a valsa "Saudades de sinhazinha", de Constantino Silva, e os choros "Júlia sapeca", com o qual fez sucesso, e "Fiz um chorinho", ambos de José Gonçalves. Também em 1943, lançou os sambas "Desta vez vou ser feliz", de Amaro Silva e Djalma Mafra, "Anda nego", de Vicente Paiva e Sá Róris, e "Reu primário", de Amaro Silva e Djalma Mafra, além da marcha "Índia Paraguaçu", de Max Bulhões e João Bastos Filho.

Para o carnaval de 1944, gravou os sambas "Tu bem sabes", de Cyro Monteiro e Kid Pepe e "Ele já não te ama", de Valfrido Silva e Sá Róris.

Em 1945, era considerada uma das campeãs de vendagem de discos. Entre seus sucessos estão "Por favor não vá", de Vicente Paiva e Darcy de Oliveira e "Maria perigosa", de Ari Monteiro e José Maria de Souza e Silva. Em 1946, retornou ao Brasil e realizou uma temporada na Rádio Globo. Nesse ano, gravou um disco pela Continental com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto regional interpretando os choros "Filas e mais filas", de José Maria de Souza e Raul Marques, e "Viúva de quatro maridos", de José Maria de Souza. Em 1947, realizou diversas apresentações em diferentes cidades do continente americano. Por essa época, passou a residir definitivamente em Buenos Aires. Sua opção de morar fora do Brasil acabou por a afastar da gravação de discos. Mesmo assim, em 1951, fez uma última gravação pelo selo Carnaval com as marchas "Aqui tá bom", de Moacir Pontes, Jairo de Almeida e Marcos Alberto, e "Society", de Caetano Mascarenhas. Gravou um total de nove discos com dezoito músicas pelas gravadoras Victor, Continental e Carnaval. O forte de sua carreira no entanto, eram a sapresentações ao vivo em clubes, cassinos e teatros.

1940 - Marilu - Bole bole
1940 - Marilu - Meu mulato e meu canário
1941 - Marilu - Dança apimentada
1941 - Marilu - Mulato bonito
1941 - Marilu - Por favor não vá
1941 - Marilu - Samba da Vila
1942 - Marilu - Bom mulato
1942 - Marilu - Ioiô das mulheres
1942 - Marilu - Maria perigosa
1942 - Marilu - O que é que ele tem
1942 - Marilu - Palavra de honra
1942 - Marilu - Primavera
1942 - Marilu - São Miguel
1942 - Marilu - Vim cantar no rancho fundo
1943 - Marilu - Fiz um chorinho
1943 - Marilu - Galinha verde
1943 - Marilu - Índia Paraguaçú
1943 - Marilu - Júlia sapeca
1943 - Marilu - Porque é
1943 - Marilu - Procurando alguém
1943 - Marilu - Réu primário
1943 - Marilu - Saudades de sinhazinha

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Cantoras Brasileiras - Laura Suarez

Laura Suarez

Atriz. Cantora. Foi miss Ipanema em 1930. Sua carreira de atriz a fez conhecida em todo o Brasil, tendo atuado com muita intensidade no teatro, cinema e televisão.

Desenvolveu a carreira artística, especialmente como cantora, no final dos anos 1920 e início dos anos 1930. Estreou em disco gravando pela Brunswick em 1930 as toadas "Moreno meu bem" e "Coco de pagu", de autores desconhecidos com acompanhamento de violões. Nessa época, havia sido eleita Miss Ipanema. No mesmo ano, gravou o samba "Semente da dor", de Henrique Vogeler e a marcha "Alto-falante", de Lamartine Babo com acompanhamento da Orquestra Brunswick sob a direção de J. Thomaz. Também nesse ano, gravou oito composições de sua autoria: as canções "Meu gaúcho"; "Felicidade que passa" e "Serenata"; as toadas "Embala rede" e "Moreno bamba"; o samba "Você...você..." e as canções "Velha canção" e "Os olhos de você", as duas em parceria com Henrique Vogeler.

Em 1931, gravou as canções "Viver é isso" e "Romance", parcerias com Henrique Vogeler; a modinha "Pensa, diz-me o passado", parceria com Vicente de Carvalho e as canções "Canção inútil"; "Em la noche"; "Santa Cruz de La Sierra"; "Longe de você" e "Nosso rancho"; a modinha "A gente nunca sabe" e o blue-fox "Cantando para você", todas de sua autoria. Gravou também os tangos "Yira, yira", de Discepolo e "Globero", de J. Mattos Rodrigues e P. Suero.

Gravou 13 discos pela Brunswick com 26 músicas sendo 18 de sua autoria e quatro delas em parceria com Henrique Vogeler.

Em 1941, atuou ao lado de Cacilda Becker e Raul Roulien em "Trio em Lá Menor", de Raimundo Magalhães Jr.

Em 1954, participou do filme "Tudo Azul", de Moacyr Fenelon ao lado de Marlene e Luiz Delfino.

Em 1961, atuou no filme "Mulheres, cheguei", com direção de Victor Lima, do qual também fizeram parte Zé Trindade, Mário Lago, Carlos Imperial e o Clube do Rock.

1930 - Laura Suarez - Alto falante
1930 - Laura Suarez - Coco de Pagu
1930 - Laura Suarez - Embala rede
1930 - Laura Suarez - Felicidade que passa
1930 - Laura Suarez - Kamehameha
1930 - Laura Suarez - Meu gaúcho
1930 - Laura Suarez - Moreno bamba
1930 - Laura Suarez - Moreno meu nego
1930 - Laura Suarez - Os olhos de você
1930 - Laura Suarez - Paauau
1930 - Laura Suarez - Semente da dor
1930 - Laura Suarez - Serenata
1930 - Laura Suarez - Velha canção
1930 - Laura Suarez - Você... você
1931 - Laura Suarez - A gente nunca sabe
1931 - Laura Suarez - Canção inútil
1931 - Laura Suarez - Cantando para você
1931 - Laura Suarez - En la noche
1931 - Laura Suarez - Longe de você
1931 - Laura Suarez - Nosso rancho
1931 - Laura Suarez - Pensa, me diz o passado
1931 - Laura Suarez - Romance
1931 - Laura Suarez - Santa Cruz de la Sierra
1931 - Laura Suarez - Viver é isso

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Cantoras Brasileiras - Júlia Martins

Júlia Martins
 
Cantora. Atriz do teatro de revistas. Uma das cantoras pioneiras na gravação de discos no Brasil tendo cantado em dueto com Tomás de Souza, João de Barros e os consagrados Bahiano e Eduardo das Neves.

1908 - 1912 - Júlia Martins & João Barros - A aliança
1908 - 1912 - Júlia Martins & João Barros - A capital federal
1912 - 1913 - Júlia Martins & Bahiano - A vassourinha
1912 - 1915 - Júlia Martins & Bahiano - O engraxate
1912 - 1915 - Júlia Martins & Bahiano - Retrato e a flor
1912 - 1915 - Júlia Martins & Eduardo das Neves - A cocote e o marchante
1913 - Júlia Martins - A flor da pitangueira
1913 - Júlia Martins - Caraboo
1913 - Júlia Martins & Bahiano - A viola está magoada

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Cantoras Brasileiras - Jesy Barbosa

Jesy Barbosa

Cantora. Violonista. Jornalista. Poetisa. Rádio atriz. Autora de rádio novelas.

Seu pai era jornalista e a mãe, musicista. Ainda criança aprendeu a tocar violão e teve aulas de canto. Atuou como contista, teatróloga e conferencista. Trabalhou em várias revistas e jornais. Foi das primeiras cantoras da "Era do Rádio" a gravar discos, ainda nos anos 1920.

Gravou um total de 26 discos, principalmente na Victor, mas também na Columbia e na Odeon com composições de Joubert de Carvalho, Gastão Lamounier, Orestes Barbosa e outros., principalmente canções. Seus maiores sucessos foram a canção "Sábia cantador", de Randoval Montenegro, a canção-toada "Volta", de M. Lopes de Castro e o tango "Queixas", de Zelita Vilar e Rhea Cibele.

Em 1963, publicou o livro de poesias "Cantigas de quem perdoa", pela Livraria Freitas Bastos, de São Paulo. Foi redatora na Rádio Globo durante nove, atuando ainda como apresentadora. Segundo o compositor e jornalista Orestes Barbosa, sua especialidade, eram "as canções de emoção e pensamento". Em 1998, o selo Revivendo incluiu sua interpretação de "Medroso amor", parceria sua com Zizinha Bessa no volume 6 da série "Músicas brasileiras".
 
1929 - Jesy Barbosa - Cismando
1929 - Jesy Barbosa - Medroso de amor
1929 - Jesy Barbosa - Olhos pálidos
1929 - Jesy Barbosa & Mário Pessoa - Balaio
1930 - Jesy Barbosa - A viúva do Maneco
1930 - Jesy Barbosa - Amor
1930 - Jesy Barbosa - Cantiga
1930 - Jesy Barbosa - Com iaiá é assim
1930 - Jesy Barbosa - Coração de cabocla
1930 - Jesy Barbosa - Coração fecha os ouvidos
1930 - Jesy Barbosa - Coração que esqueceu
1930 - Jesy Barbosa - Fruta do mato
1930 - Jesy Barbosa - Jóias farsas
1930 - Jesy Barbosa - Lenda sertaneja
1930 - Jesy Barbosa - Minha viola
1930 - Jesy Barbosa - Quem ama vive a sofrer
1930 - Jesy Barbosa - Romance sertanejo
1930 - Jesy Barbosa - Saudade danada
1930 - Jesy Barbosa - Volta
1931 - Jesy Barbosa - Gostar de alguém
1931 - Jesy Barbosa - Lábios que mentem
1931 - Jesy Barbosa - May
1931 - Jesy barbosa - Porque choro
1932 - Jesy Barbosa - Lá dos Pampas
1932 - Jesy Barbosa - Meu céu onde estás
1932 - Jesy Barbosa - Queixas
1932 - Jesy Barbosa - Sabiá cantador

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Cantoras Brasileiras - Irmãs Pagãs

Irmãs Pagãs

Duo vocal formado pelas irmãs Rosina Cozzolino e Elvira Cozzolino, nascidas na cidade de Itararé, em São Paulo. Rosina, a mais velha, nasceu em 1919 e Elvira, em 1920.

Em 1923, mudaram-se com a família para o Rio de Janeiro. Estudaram no Colégio Imaculada Conceição, no bairro de Botafogo. Freqüentadoras assíduas de festas das quais participavam artistas da música conheceram os integrantes do grupo vocal Bando da Lua, através dos quais conheceram importantes nomes do cast do Rádio da época.

Em 1935, apresentaram-se com o grupo Anjos do Inferno na inauguração do Cine Ipanema. Nessa apresentação, foram apresentadas pelo locutor Heitor Beltrão (pai do futuro ministro Hélio Beltrão) como sendo as "Irmãs Pagãs", nome artístico que passaram a adotar. Nesse ano, assinaram contrato com a Odeon e gravaram com o acordeonista Antenógenes Silva as marchas "Não foi assim", de Antenógenes e Osvaldo Santiago e "O carnaval é rei", de Antenógenes e Ernâni Campos, primeiro sucesso da dupla de cantoras. Ainda em 1935, atuaram no filme "Alô, alô, carnaval", de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro interpretando a marcha "Não beba tanto assim", de Geraldo Décourt.

No ano seguinte, gravaram a marcha "A boemia da lua", de Antenógenes Silva e Ernâni Campos e o samba "Rogava a Deus", de Humberto Porto. Nesse ano, gravaram a marcha "Não beba tanto assim", de Geraldo Decourt e o samba "Sofrimento", de Ozias Guimarães. Por essa época, foram levadas pelo radialista César Ladeira, para a Rádio Mayrink Veiga. Ainda em 1936, foi lançado o disco que trazia a marcha "Nessa vida acontece" e o samba "Balões do pensamento", ambas de Antenógenes Silva e Ernâni Campos, gravadas com Antenógenes Silva no ano anterior e somente lançadas um ano depois. Nesse ano, fizeram sucesso com a marcha "Gato escondido", de Custódio Mesquita e Orestes Barbosa e o samba "Exaltação da favela", de Custódio Mesquita e Dan Málio. Também em 1936, participaram do filme "Cidade mulher", de Humberto Porto, onde apresentaram a música título, de Noel Rosa, cantando com Orlando Silva.

Em 1937, gravaram um único disco na Victor com os sambas "O samba começou", de Assis Valente e "Tristeza", de Assis Valente e Zequinha Reis. Nesse ano, assinaram contrato com a Columbia e lançaram a marcha "Se você me deixar" e o samba "Oba! Oba!", ambas de Assis Valente, com acompanhamento do Conjunto Regional Cruzeiro do Sul. Ainda em 1937, foram contratadas pela Rádio Nacional e, neste período, excursionaram por quatro meses pela Argentina, Peru e Chile.

Voltaram a gravar na Odeon em 1938, obtendo sucesso com o samba "Meu amor não me deixou", de Ary Barroso, que contou com o acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto regional. Em 1939, fizeram grande sucesso carnavalesco com a marcha "Eu não te dou a chupeta", de Silvino Netto e Plínio Bretas, com acompanhamento de Napoleão Tavares e seus soldados musicais. Nesse ano, gravaram os choros "Eu não me incomodo mais", de Jaime Redondo e "Por tua causa", de Vicente Paiva e Sá Róris e os sambas "Nobreza", de Assis Valente e "Pra que você me tentou", de Assis Valente e Nelson Peterson. Gravaram também a marcha "Lua de mel", de Alberto Ribeiro e Alcyr Pires Vermelho e o samba "Saiu um batefundo no 'chateau", de Castro Barbosa e Haníbal Cruz.

Em 1940, fizeram sucesso no carnaval com a marcha "Água mole em pedra dura", de Sátiro de Melo e Manuel Moreira. Nesse mesmo ano, foi lançado o último disco da dupla, gravado em dezembro do ano anterior, com a marcha "Eu sei...", de José Maria de Abreu e Osvaldo Santiago e o samba "A neblina vem caindo", de Kid Pepe e Germano Augusto, com acompanhamento de Fon Fon e sua orquestra.

Com o casamento de Elvira, a dupla chegou ao fim, deixando um total de 14 discos gravados. Rosina seguiu carreiro solo, tendo gravado mais 11 discos até 1946 e participado de vários filmes como atriz. Ainda nesse ano, seguiu turnê em Cuba, EUA e México, cidade onde se casou e passou a residir. Elvira Pagã seguiu rumorosa e bem sucedida carreira como estrela do teatro de revista, tendo gravado mais de dez discos entre os anos de 1944 e 1953. Alcançou grande notoriedade, sobretudo por sua atuação como vedete, sendo considerada uma das mais belas mulheres de sua época. Ao final de sua vida, Elvira virou pintora e mística.
 
1935 - Irmãs Pagãs e Antenógenes Silva - Não foi assim
1935 - Irmãs Pagãs e Antenógenes Silva - O carnaval é rei
1936 - Irmãs Pagãs - Não beba tanto assim
1937 - Irmãs Pagãs - O samba começou
1937 - Irmãs Pagãs - Oba oba
1937 - Irmãs Pagãs - Se você deixar
1937 - Irmãs Pagãs - Tristeza
1938 - Irmãs Pagãs - Meu amor não me deixou
1939 - Irmãs Pagãs - Água mole em pedra dura
1939 - Irmãs Pagãs - Eu não te dou a chupeta
1939 - Irmãs Pagãs - Nobreza
1939 - Irmãs Pagãs - Por que você me tentou
1944 - Rosina Pagã - Chiu chiu
1945 - Elvira Pagã - Na feira do Cais Dourado

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Cantoras Brasileiras - Elisa Coelho


Elisa Coelho

Filha de militar - seu pai foi tenente do exército - e da jornalista e escritora Acy Carvalho, que redigia a seção feminina de "O Jornal", do Rio de Janeiro. Passou a infância e a adolescência em Florianópolis. No Rio de Janeiro, freqüentemente acompanhando-se ao piano, cantava em reuniões familiares às quais compareciam jornalistas e poetas. Numa dessas reuniões, recebeu convite para cantar na Rádio Clube do Brasil, agradando de imediato. Elisinha teve um filho, o jornalista, produtor e apresentador de televisão Goulart de Andrade.
 
1930 - Elisa Coelho - A minha viola é de primeira
1930 - Elisa Coelho - Capelinha de melão
1931 - Elisa Coelho - Ciúme de cabocla
1931 - Elisa Coelho - É bamba
1931 - Elisa Coelho - Escrita errada
1931 - Elisa Coelho - Iaiazinha
1931 - Elisa Coelho - Meu home
1931 - Elisa Coelho - Na Bahia
1931 - Elisa Coelho - Nega Maria
1931 - Elisa Coelho - No rancho fundo
1931 - Elisa Coelho - O que foi que eu fiz
1931 - Elisa Coelho - Tenho saudade
1931 - Elisa Coelho e Sílvio Caldas - Batuque
1931 - Elisa Coelho e Sílvio Caldas - Terra de iaiá
1932 - Elisa Coelho - Como é o nome de papai
1932 - Elisa Coelho - Nega baiana
1932 - Elisa Coelho - Praga
1932 - Elisa Coelho - Viva o meu Brasil
1933 - Elisa Coelho - Coração de picolé
1933 - Elisa Coelho - Fon fon
1934 - Elisa Coelho - Dança negra
1934 - Elisa Coelho - Humaitá-Biá tá tá

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Cantoras Brasileiras - Helena de Carvalho

Helena de Carvalho

Cantora. Foi funcionária pública, tendo trabalhado na Secretaria das Municipalidades de São Paulo. Faleceu precocemente, aos 28 anos de idade, de um ataque cardíaco em sua casa em São Paulo.

Apresentava-se cantando sambas, canções e músicas folclóricas. Estreou em rádio em 1929, dando iníco a sua carreira artística. Em 1930, gravou seu primeiro disco, pela Victor, com acompanhamento da Orquestra Victor Paulista, o samba-canção "Teus olhos me contam tudo", de G. Viotti, XYZ e J. Canuto, e o samba "Morena cor de canela", Ari Kerner V. de Castro. No mesmo ano, gravou de Chiquinha Gonzaga e Viriato Corrêa o samba-canção "Fogo foguinho", e as canções "Sou morena" e "Chinelinha do meu amor". Gravou também, em dueto com Vicente Cunha, o samba "Vamos se casá", composição dos irmãos João e Raul Valença. Em seguida, gravou o samba "Não chora", de João da Gente, e em dueto com o comediante Pilé, a marcha "Nhá Carola", de Petit

Em 1931, atuando ao lado de Stefana de Macedo, Zezé Lara, Batista Jr, Procópio Ferreira e outros, participous do filme "Coisas nossas", o primeiro filme sonoro produzido no Brasil. No mesmo ano, gravou pela Columbia, com acompanhamento de orquestra, as marchas "Carinhos...carinhos", de Jaime Redondo, e "Melancia", de Sivan Castelo Neto. Em seguida, gravou com acompanhamento de orquestra típica, a toada "Esse jeitinho que você tem", de Marcelo Tupinambá, e o samba-canção "Num sorriso dos teus", de Napoleão Tavares e Jaime Redondo.

Entre outras rádios, atuou na Rádio Cultura de São Paulo, cantando três vezes por semana. Gravou um total de seis discos com 12 músicas pela Victor e Columbia.
 
1930 - Helena de Carvalho - Chinelinha do meu amor
1930 - Helena de Carvalho - Morena cor de canela
1930 - Helena de Carvalho - Não chora
1930 - Helena de Carvalho - Teus olhos me contam tudo
1930 - Helena de Carvalho & Pilé - Nhá Carola
1931 - Helena de Carvalho - Carinhos... carinhos
1931 - Helena de Carvalho - Chi... iaiá tá brava
1931 - Helena de Carvalho - Esse jeitinho que você tem
1931 - Helena de Carvalho - Fogo foguinho
1931 - Helena de Carvalho - Já cansei de chorar por você
1931 - Helena de Carvalho - Melancia
1931 - Helena de Carvalho - Num sorriso dos teus
1931 - Helena de Carvalho - Sou morena

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Cantoras Brasileiras - Gilda de Abreu


Gilda de Abreu

Cantora. Atriz. Compositora. Cineasta. Escritora.

Sua mãe era a cantora Nícia Silva de Abreu, que estava radicada na Europa quando de seu nascimento. Veio ao Brasil com apenas quatro anos, para ser batizada no Rio de Janeiro. Em 1914, com os contratos profissionais escasseando devido à Primeira Guerra Mundial, sua mãe decidiu fixar-se definitivamente no Rio, onde dedicou-se ao ensino do canto. Começou a estudar com a própria mãe. Sobressaiu como soprano-ligeiro. Em 1933 casou-se com o já famoso tenor Vicente Celestino, de quem ficou viúva em 1968.
 
1930 - Gilda de Abreu - A baiana tem cocada
1930 - Gilda de Abreu - O kinkajou
1930 - Gilda de Abreu - Tenha medo do bicho
1930 - Gilda de Abreu - You´re always in my arms
1930 - Gilda de Abreu & Francisco Alves - Se estou sonhando
1935 - Vicente Celestino & Gilda de Abreu - Ouvindo-te
1936 - Gilda de Abreu - Bonequinha de seda
1936 - Gilda de Abreu - I love you
1938 - Gilda de Abreu & Vicente Celestino - Irapurú

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Cantoras Brasileiras - Elsie Houston


Elsie Houston (1902 - 1943)

Soprano. Estudou com Stella Parodi. Em 1923 estudou na Alemanha com Lilli Lehmann. Foi casada com o poeta francês Benjamin Péret.

Em 1922 conheceu Luciano Gallet, com quem passou a interessar-se pelas canções folclóricas harmonizadas, de quem gravou diversas composições. Em 1924 gravou de Luciano Gallet as composições "Ai, que coração", "A perdiz piou no campo" e "Fotorototó". Em 1925 gravou do mesmo compositor "Bambalelê", "Traieiras" e "Arrazoar". No mesmo ano, estudou com Ninon Vallin em Buenos Aires na Argentina. Em 1927 conheceu Mário de Andrade, o que aumentou seu interesse pelo folclore brasileiro, tendo na mesma ocasião recolhido temas do folclore nordestino. No mesmo ano, participou do primeiro concerto de Villa-Lobos na Maison Gaveaux, em Paris, juntamente com Tomás Terán, Artur Rubinstein e Alina Van Barentzen. Na mesma ocasião recomeçou na capital francesa os estudos com Ninon Vallin. Em 1928 participou do I Congresso Internacional das Artes Populares, em Praga na então Thecoslováquia.

Em 1930 gravou o samba "Macumbagelê" de J. da Paulicéia e Lilico Leal. No mesmo ano gravou o batuque "Cadê minha pomba rola", a canção "Puxa o melão, sabiá!" e os cocos "Coco dendê trapiá", "Eh! Jurupanã", "Aribu" e "Ai sabiá da mata", todas de motivo popular com arranjos de sua própria autoria. Na mesma ocasião publicou em Paris, com prefácio de Phillipe Stern, o livro "Chants populaires du Brésil". Em 1931 escreveu o ensaio "La musique, la danse et les cérémonies populaires du Brésil", publicado em "Art populaire, travaux artistiques et scientifiques".

Em 1932 gravou de Pedro da Conceição o samba "Capote do Mangô é teu" e a marcha "Vejo a Lua no céu". Excursionou pela América e pela Europa.
 
0000 - Elsie Houston - Tayeras - Babalelê
0000 - Elsie Houston - Três pontos de santo - Charolo-Aruanda-Estrela do mar
1930 - Elsie Houston - Aribu
1930 - Elsie Houston - Cadê minha pomba rola
1930 - Elsie Houston - Coco dendê trapiá - Ai sabiá da mata
1930 - Elsie Houston - Coração das muié
1930 - Elsie Houston - Eh, Juparanã
1930 - Elsie Houston - Macumbagelê
1930 - Elsie Houston - Morena cor de canela
1930 - Elsie Houston - O barão da Bahia
1930 - Elsie Houston - Puxa o melão sabiá
1930 - Elsie Houston - Saudades da Bahia
1930 - Elsie Houston - Vou pra Bahia

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Cantoras Brasileiras - Dilu Mello



Dilu Mello

Maria de Lourdes Argollo Oliver, Cantora. Compositora. Instrumentista. Começou a estudar música e violino aos cinco anos de idade. Aos nove anos, iniciou seu aprendizado de violão com sua mãe D. Nenê e de piano com Elizéne D'Ambrósio. Lecionou dicção, empostação, danças folclóricas e história da música. Escreveu peças infantis.
 
1938 - Dilu Mello - Coco babaçú
1938 - Dilu Mello - Engenho d'água
1944 - Dilu Mello - Fiz a cama na varanda
1944 - Dilu Mello - Sapo cururu
1945 - Dilu Mello - Menino dos olhos tristes
1945 - Dilu Mello - Planta milho
1945 - Dilu Mello e Antenógenes Silva - Cesário
1949 - Dilu Mello - Lá na serra
1949 - Dilu Mello - Qual o valor da sanfona
1952 - Dilu Mello - Meia canha
1952 - Dilu Mello - Redinha de algodão

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Cantoras Brasileiras - Cynara Rios

Cynara Rios
 
Estreou em disco em 1939 gravando pela Victor os sambas "Um jarro d'água" de Assis Valente e "Ele é o samba" de Ciro Monteiro e Célio Ferreira. Em 1940 gravou a marcha "O cabrito quer fugir" de Célio Ferreira e o samba "Perdoa" de Max Bulhões e Milton de Oliveira. No mesmo ano gravou os sambas "Carnaval em família" de Cristovão de Alencar e Nássara e "Artigo nacional" de Germano Augusto e Wilson Batista. Em 1941 gravou as marchas "Que cheiro bom" de Jararaca e Laurindo de Almeida e "Bebe Juju", de Jaime Guilherme e Santos Lima. Em 1942 gravou pela Columbia o samba-choro "Você não tem coração" de Orlando Braga e Pedrito e o jongo "Nego" de Orlando Braga, Pedrito e Miguel Lima. Em 1943 gravou o samba "Meu coração é quem diz" de Orlando Braga, Miguel Lima e Gil Lima e a batucada "A Maria lava a roupa" de Orlando Braga e João Bastos Filho.

1939 - Cynara Rios - Ele é do samba
1939 - Cynara Rios - Um jarro d'água
1941 - Cynara Rios - Bebê Jujú
1941 - Cynara Rios - Que cheiro bom
1942 - Cynara Rios - Nêgo
1942 - Cynara Rios - Você não tem coração

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Cantoras Brasileiras - Aracy Cortes

Aracy Cortes

Zilda de Carvalho Espíndola, Primeira grande cantora popular brasileira, foi praticamente a única a fazer sucesso na década de 1920, quando, até então, os grandes nomes eram de vozes masculinas. Projetou-se através do teatro de revista que na época reunia a nata do meio artístico. Interpretou em primeira audição composições de Ary Barroso, Benedito Lacerda, Assis Valente, entre outros, tendo se apresentando com os Oito Batutas, lendário conjunto de Pixinguinha. Começou a carreira artística apresentando-se no Democrático Circo. Estreou no Teatro Recreio em dezembro de 1921 na revista de J. Praxedes, "Nós pelas costas", com música de Pedro Sá Pereira. Dois anos mais tarde, já era nome consagrado ao atuar na revista "Que pedaço", de Sena Pinto, com música de Paulino Sacramento, onde se destacou com o samba "Ai, madama". Lançou seu primeiro disco em 1925 pela Odeon, onde gravou inicialmente "Serenata de Toselli". Em seguida, lançou as canções "A casinha" e "Petropolitana", de autores desconhecidos. Em 1928, gravou pela Parlophon, o samba "Jura...!", de Sinhô, que já havia sido lançado por ela na revista "Microlândia".

1925 - Araci Cortes - A casinha
1925 - Araci Cortes - Petropolitana
1928 - Araci Cortes - Chora violão
1928 - Araci Cortes - Jura
1929 - Araci Cortes - A polícia já foi lá em casa
1929 - Araci Cortes - Baianinha
1929 - Araci Cortes - Eu não preciso de você
1929 - Araci Cortes - Gemer no violão
1929 - Araci Cortes - Linda flor (Yayá)
1929 - Araci Cortes - O amor vem quando a gente não espera
1929 - Araci Cortes - Poeta do sertão
1929 - Araci Cortes - Produto nacional
1929 - Araci Cortes - Quem quiser ver
1929 - Araci Cortes - Quindins de iaiá
1929 - Araci Cortes - Tu qué tomá meu home
1929 - Araci Cortes - Vá cumprir o teu destino
1929 - Araci Cortes - Vamos juntar os trapinhos
1929 - Araci Cortes - Zomba
1929 - Araci Cortes & Francisco Alves - Vâo por mim (Harmonia)
1930 - Araci Cortes - Bem te vi sem vergonha
1930 - Araci Cortes - Cabocla direto
1930 - Araci Cortes - Chora que passa
1930 - Araci Cortes - Juramento
1930 - Araci Cortes - Meu Senhor do Bomfim
1930 - Araci Cortes - No alto da serra
1930 - Araci Cortes - Preto e branco
1930 - Araci Cortes - Samba de São benedito
1930 - Araci Cortes - Sapateado
1930 - Araci Cortes - Sim, mas desencosta
1930 - Araci Cortes - Você não era assim
1930 - Araci Cortes & Augusto Vasseur - No morro (eh eh)
1931 - Araci Cortes - A la Araci
1931 - Araci Cortes - Abana baiana
1931 - Araci Cortes - Dentinho de ouro
1931 - Araci Cortes - Mal de amor
1931 - Araci Cortes - Não sou família
1931 - Araci Cortes - Quem me compreende
1931 - Araci Cortes - Quero sossego
1931 - Araci Cortes - Reminiscências
1931 - Araci Cortes - Sorris
1931 - Araci Cortes - Teu desprezo
1932 - Araci Cortes - A minha dor
1932 - Araci Cortes - O que é que
1932 - Araci Cortes - Tem francesa no morro
1932 - Araci Cortes - verde e amarelo
1933 - Araci Cortes - Bate bate
1933 - Araci Cortes - Mulher do regimento
1933 - Araci Cortes - Tenho vontade
1933 - Araci Cortes - Tô te espiando
1934 - Araci Cortes - Quando meu amor partiu
1934 - Araci Cortes - Um sorriso
1953 - Araci Cortes - Denguinho
1953 - Araci Cortes - Flor do lodo
1953 - Araci Cortes - Hinoa  vida
1954 - Araci Cortes - As cadeiras de iaiá

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Cantoras Brasileiras - Ana de Albuquerque Mello


Ana de Albuquerque Mello

Atuou entre 1929 e 1931 na gravadora Brunswick. Gravou o primeiro disco ainda em 1929, as canções "Faz hoje um ano" e "Tu não me queres bem", transcritas por J. Otaviano. Em 1930, gravou as canções "Prece da saudade" e "Minha lágrima", e o samba "Você", de Josué de Barros, com acompanhamento de violão provavelmente do próprio Josué de Barros, e os sambas "Vou juntar meus trapinhos", de J. Aimberê, e "Miau-miau", de José Sicioso e Otto, com acompanhamento da Orquestra Brunswick.

Ainda nesse ano, gravou com acompanhamento da Orquestra Brunswick o samba-canção "Ceci moderna", de Henrique Vogeler, as valsas "Um sonho que se apaga", de Vogeler Gomes, "Páginas do coração", de Jota Machado, e "Sonhos de amor", de André Filho, o choro "Amor cruel? Passo", de Jura de Araújo, o maxixe "Fandango", de Marcelo Tupinambá e Barrozo Neto, a toada "Di minhã", de Azevedo, e o fado "Os olhos do cego", de C. N. Paim e J. Câmara.

Gravou oito disco com 15 músicas pela Brunswick.

1929 - Ana de Albuquerque Mello - Faz hoje um ano
1929 - Ana de Albuquerque Mello - Tu não me queres bem
1930 - Ana de Albuquerque Mello - Amor cruel, passo
1930 - Ana de Albuquerque Mello - Ceci moderna
1930 - Ana de Albuquerque Mello - Di manhã
1930 - Ana de Albuquerque Mello - Fandango
1930 - Ana de Albuquerque Mello - Miau miau
1930 - Ana de Albuquerque Mello - Minha lágrima
1930 - Ana de Albuquerque Mello - Os olhos do cego
1930 - Ana de Albuquerque Mello - Páginas do coração
1930 - Ana de Albuquerque Mello - Prece da saudade
1930 - Ana de Albuquerque Mello - Sonhos de amor
1930 - Ana de Albuquerque Mello - Um sonho que se apaga
1930 - Ana de Albuquerque Mello - Você
1930 - Ana de Albuquerque Mello - Vou juntar meus trapinhos

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Cantoras Brasileiras - Alzirinha Camargo

Alzirinha Camargo

Nasceu no bairro do Brás e começou a cantar amadoristicamente na Rádio Record, assinando contrato com a Cruzeiro do Sul e, depois, com a Rádio Difusora. Em 1931, participou do filme Coisas nossas, considerado o primeiro filme musical brasileiro, junto de Procópio Ferreira, Zezé Lara, Batista Jr., Paraguaçu e outros.

Em 1935, convidada por Sílvia Autuori, foi procurar alguma oportunidade no Rio de Janeiro. Foi contratada pela Rádio Tupi e sua carreira começou a deslanchar. Um ano depois, gravou o primeiro disco na Victor, com a marcha Cinqüenta por cento (Lamartine Babo) e o samba Você vai se arrepender (Alberto Fadel, Germano Augusto e Kid Pepe). Ao entrar em contato com Alberto Quatrini Bianchi, este a convidou para se apresentar em sua rede de cassinos, espalhada por todo país.

No ano seguinte, se desentendeu com Carmen Miranda, pois esta, logo após gravar a marcha Querido Adão (Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago), viajou para a Argentina, não podendo lançar a música no rádio. Os compositores então ofereceram-na a Alzirinha, que fazia o meso estilo de Carmen, e esta ficou com o sucesso. A partir de então, as duas se tornaram rivais.

Viajou para Buenos Aires, Argentina, ao lado do Regional de Benedito Lacerda, apresentando-se na Rádio El Mundo, em 1938. De volta ao Brasil, Benedito Lacerda compôs para ela a marcha Meu Buenos Aires querido, gravada por eles na Odeon.

Em 1939, apresentou-se no Cassino Atlântico com uma orquestra norte-americana regida por Ciro Rimac. No ano seguinte, a convite deste, viajou para os Estados Unidos da América, com um contrato assinado de seis meses. Lá permaneceu até 1949 e, nos três anos seguintes, percorreu pela Península Ibérica, apresentando-se no Cassino Estoril, em Portugal. De volta ao Brasil em novembro de 1953, foi contratada pela Rádio Nacional, para o programa Gente que brilha de Paulo Roberto. Voltou a gravar em 1955, pela Polydor.

Trabalhou também em televisão, tanto no Rio como em São Paulo. Gravou ainda, no princípio dos anos 60, um disco pelo selo Guarani, sem maiores repercussões.
 
1936 - Alzirinha Camargo - Buenos Aires amigo
1936 - Alzirinha Camargo - Cinquenta por cento
1936 - Alzirinha Camargo - Ritmo do coração
1936 - Alzirinha Camargo - Você vai se arrepender
1937 - Alzirinha Camargo - Papai e mamãe
1937 - Alzirinha Camargo - Por que você não vai
1938 - Alzirinha Camargo - De tostão em tostão
1938 - Alzirinha Camargo - Toca o bonde

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Cantoras Brasileiras - Alda Verona


Alda Verona

Alda Verona, nome artístico de Celeste Coelho Brandão, (Rio de Janeiro, 10 de outubro de 1898 — 1989) foi uma cantora e radioatriz brasileira.

Nasceu no bairro da Tijuca, tendo sido educada nos melhores colégios cariocas. Destacava-se nas festas escolares e mostrava grande desejo de ser artista, tendo aulas de canto.

Em 1925, mudou-se com a família para o Recife, onde teve a oportunidade de cantar pela primeira vez uma opereta: Berenice, de Nelson Paixão e Valdemar de Oliveira. Voltando ao Rio de Janeiro, começou a se apresentar na Rádio Sociedade, cantando música de câmara, sua especialidade.

Gravou o primeiro disco em agosto de 1929, na Odeon, cantando Caboca cheirosa (Valdemar de Oliveira e Raimundo Brito) e Maracatu (Valdemar de Oliveira e Ascenso Ferreira), acompanhada de Nelson Ferreira ao piano. Ambas as canções são da opereta supracitada. Gravou outros discos até o ano seguinte, adquirindo certo prestígio com sua voz de soprano e dicção primorosa.

Voltou a gravar dois anos depois, agora na Victor, estreando com a versão dum sucesso internacional: a valsa Canção de amor cubano (Dorothy Fields, Jimmy McHugh e Herbert Stothart, versão de Ari Kerner), do filme Melodia Cubana, acompanhada de Harry Kosarin e Seus Almirantes. Foi sua interpretação mais famosa.

Em 1933, gravou a Canção do abandono (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano) em duo com César Pereira Braga e, no ano seguinte, encerrou sua carreira fonográfica ao lançar seus dois últimos discos, com a valsa Teus lábios fugiram dos meus (Sivan Castelo Neto) e as canções Diga-me uma vez (Willy Schmidt Gentner, versão de Sivan Castelo Neto), Tão fácil a felicidade (Valdemar de Oliveira) e Exaltação (Valdemar Henrique e Valentina Biosca), que lhe rendeu uma premiação da gravadora Victor.

Iniciou sua carreira de radioatriz por acaso, no Programa Casé, uma vez, substituindo uma intérprete que havia faltado. Atuou como atriz nos filmes Cisne Branco, de Luís de Barros, em 1940, e O Dia É Nosso, de Milton Rodrigues, em 1941. No ano seguinte, foi contratada pela Rádio Nacional para o seu radioteatro, lá permanecendo por exatos trinta anos, intepretando diversos papéis.
 
1929 - Alda Verona - A divina dama
1929 - Alda Verona - A escrava Isaura
1929 - Alda Verona - Amor
1929 - Alda Verona - Caboca cherosa
1929 - Alda Verona - Maracatu
1929 - Alda Verona - Melodia do amor
1929 - Alda Verona - Sublime provação
1929 - Alda Verona - Veneno louro
1929 - Alda Verona - Vingança
1930 - Alda Verona - Terra de sol
1930 - Alda Verona - Viver... morrer por um amor
1933 - Alda Verona e César Pereira Braga - De madrugada

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